"Violence", de Pet Shop Boys (1995, Derek Jarman), ; "The Queen Is Dead", "Panic", e "There Is a Light That Never Goes Out", de The Smiths (1986, Derek Jarman); "Broken English", "Witches' Song", e "The Ballad of Lucy Jordan" (1979, Derek Jarman).
sábado, 11 de abril de 2015
farocki + straub + huillet
Jean-Marie Straub und Danièle Huillet bei der Arbeit an einem Film (1983), de Harun Farocki.
6 Bagatelas
Entrevista a Jean-Marie Straub and Danièlle Huillet, em 6 Bagatelas (2001), de Pedro Costa.
Onde Jaz o Teu Sorriso? (2001), de Pedro Costa. O filme, exibido pelo cineclube fdup numa sessão dupla com Von Heute Auf Morgen (1997), de Straub-Huillet - sessão esta assim programada a propósito de um texto de Bénard da Costa a ser lido ali -, poderá ser agora visto na Casa das Artes, com a presença do realizador, cortesia do cineclube do porto.
Onde Jaz o Teu Sorriso? (2001), de Pedro Costa. O filme, exibido pelo cineclube fdup numa sessão dupla com Von Heute Auf Morgen (1997), de Straub-Huillet - sessão esta assim programada a propósito de um texto de Bénard da Costa a ser lido ali -, poderá ser agora visto na Casa das Artes, com a presença do realizador, cortesia do cineclube do porto.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
similitudes ébrias
Do Rimbaud em João César:
«O melhor, um sono pesado de ébrio, na praia», Rimbaud, Uma Estação no Inferno, 1873, que logo me recordou de «O melhor é um sono bêbado, no cais», Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço (1970), de João César Monteiro.
uma lição de modernidade cinematográfica
(...)Manoel de Oliveira faz parte, no contexto português, da pequena minoria de cineastas católicos (os outros são Paulo Rocha e, numa escala bem mais modesta, o autor destas linhas) para quem o acto de filmar implica a consciência de uma transgressão. Filmar é uma violência do olhar, uma profanação do real que tem por objectivo a restituição de uma imagem do sagrado, no sentido que Roger Caillois dá à palavra. Ora, essa imagem só pode ser traduzida em termos de arte, no que isso pressupõe de criação profundamente lúdica e profundamente ligada a um carácter religioso e primitivo.
(...) as episódicas consagrações por dever de ofício consagrador, este aristocrata que, muito saudavelmente, teima em de divertir como um doido à nossa custa regresse em breve ao torrão natal mais esquecido e incompreendido que nunca. O problema, de resto, é só este: o país tem (inexplicavelmente) um cineasta demasiado grande para o tamanho que tem. Portanto, das duas uma: ou alargam o território ou encurtam o cineasta. Como nos tempos que correm é difícil alargar um território, sugiro que se apequene o cineasta, cortando-o às fatias e servindo-o frio ao público do Grande Auditório da Fundação Gulbenkian.
Resta dizer que, como todos os grandes revolucionários filmes, também este tem o condão de desmascarar os imbecis e de propor uma lição de modernidade cinematográfica para quem a quiser e puder entender.
João César Monteiro, O Passado e o Presente. Um necrofilme português de Manoel de Oliveira, in Diário de Lisboa - Suplemento literário, 10 de Março de 1972.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
contra o tempo e a carne
Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue ou sombra de sangue
pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue ou sombra de sangue
pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
Herberto Helder (1930-2015)
terça-feira, 31 de março de 2015
sem critério
Este blog não tem critério, à excepção, claro está, do seu próprio e imediato apetite. Depois de uma entrevista a Hannah Arendt vem um post com o último álbum de Lamar e sabe-se lá bem o que se seguirá. Este blog claramente não tem critério, linha, direcção e, para pior, este blog gosta (e vai manter-se) assim.
segunda-feira, 16 de março de 2015
domingo, 15 de março de 2015
depois de jacques, o fatalista
... fato profugus...
«... em fuga obedecendo ao seu destino...»
Virgílio, Eneida, I, 2, numa tradução de Agostinho da Silva.
«... em fuga obedecendo ao seu destino...»
Virgílio, Eneida, I, 2, numa tradução de Agostinho da Silva.
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