quinta-feira, 30 de outubro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
excelente.
Num prefácio de Maria Filomena Molder à obra A desumanização da arte, de Ortega y Gasset pode ler-se, em resposta ao próprio Ortega, o que é a arte ao pé da vida? Goethe responde por nós: uma coisa morta, excelente.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
As Artes Entre As Letras
Publiquei um artigo sobre À Flor do Mar (1986), de João César Monteiro no Jornal As Artes Entre As Letras. Pode ser lido ali, para os assinantes. Caso contrário, no quiosque mais próximo.
Sim, Robert Jordan, um americano como o do Hemingway, mas de brinco na orelha e sem Maria – Oh, Maria! Amo-te e agradeço-te. Como se fosse possível sair-se direitinho de uma novela de Hemingway, acrescenta Sara que, contrariamente ao que possamos pensar, nunca chega a abandonar as vestes de Callas ou os versos de Virgílio. E ler-se-á em sair-se direitinho a impossibilidade de uma saída limpa, como um homem imperturbado, mas, ainda assim, com uma saída, ou tratar-se-á, pelo contrário, de uma imperiosa inabilitação para qualquer tentativa de evasão. Dali não se sai: será essa a tragédia. Ou dali não se sai impune, o que não é bem a mesma coisa. A tragédia deles, os personagens e, quiçá, também a nossa. E se a interrogação pode conservar-se quanto a alguns personagens de À Flor do Mar e até quanto a nós mesmos, já que o espelho aparenta ser um objecto tão curioso, não o poderá quanto a Laura, esse ser que se vagueia conservando a sua angústia e calma sorridente – para escrever, bebe água – sem carregar nisso qualquer contradição. Para Laura não há regresso, nem mesmo com uma salvação americana. Sabemo-lo no momento do beijo, que num corte brusco não chega a existir, para dar lugar ao confronto com ela mesma, frente ao espelho, onde tudo o que estala é Bach e luz, nada de Laura. Um destes dias tenho de arranjar coragem para esgravatar nos escombros. O que é que não ardeu em mim? Esta é a questão central a que todos os sobreviventes devem dar resposta."
domingo, 28 de setembro de 2014
é emoção
Je préfère avoir une vision globale de la question de l'émotion. Définir exactement le point - l'image, le moment, la parole, le geste, le regard - qui déclenche l'émotion est superflu, c'est inutile parce que ça n'explique rien. Les films ont des sommets d'émotion que la vie n'a pas: ils ne sont donc pas la représentation de la vie au sens historique. Ils sont plutôt une abstraction qui résulte du passage de la vérité à la figuration indirecte et relative de la vérité. L'émotion est l'abstraction. C'est un effet qui découle de l'art - l'art est émotionnel. Quand quelqu'un raconte un événement, il raconte ce qu'il pense s'être produit. Mais, en vérité, c'est qui s'est passé est forcément différent, c'est autre chose.
Le tragique est une classification propre à l'art, non pas à la vie.
Cahiers du Cinéma, numéro 700, Manoel de Oliveira.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
my oh my
Se não tenho por hábito fazer por aqui grandes apelos aos aniversários da morte ou nascimento de todos aqueles cujo trabalho admiro, abre-se uma excepção para Cohen, esse poeta dos poetas. 80 e Popular Problems. Congratulations Mr. Cohen.
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