segunda-feira, 14 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Durante vinte minutos brinquei com ela, dispondo-a segundo a minha fantasia, apalpando, manejando esse corpo sem membros de paralítico total. Nada é tão morto como uma serpente morta. Aquele farrapo depressa perdeu todo o seu prestígio, todo o seu metal. Obstinava-se em mostrar-me aquela cor do ventre, demasiadamente clara, que todos os animais dissimulam até à morte - ou até ao amor.
De Víbora na Mão, de Hervé Bazin.
domingo, 22 de junho de 2014
e ainda a capa
Medeski Martin & Wood, Is There Anybody That Loves My Jesus, do álbum Shack-man (1996).
Enquanto se espera pelo Juice.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
O Malparado
Dizia-o no Malparado: É sempre assim: uma idealização que se faz na imagem e se desfaz na linguagem. Acordando, terminei a perguntar-me: mas o que é sempre assim, Rita? Quando a idealização se desfaz, desfaz-se sempre na linguagem ou será o verbo desfazer o objecto central da questão? A idealização que sempre se cria e que sempre se desfaz. Assim. Inclinei-me para a segunda.
domingo, 1 de junho de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
só no cinema
"Germering, estalagem, as crianças festejam a primeira comunhão; uma banda de sopros, a empregada traz bolos na bandeja que os clientes sentados na mesa comum tentam tirar à socapa. Estradas romanas, fortes célticos, a imaginação trabalha freneticamente. Sábado à tarde, as mães com os filhos. Como são as brincadeiras das crianças? Não como os filmes as mostram. Seria preciso um par de binóculos.
Tudo isto é muito novo, um novo pedaço de vida. Ainda há pouco estava numa passagem aérea, por baixo de mim: um troço e auto-estrada para Augsburg. Do meu carro vejo por vezes as pessoas que se detêm na passagem aérea sobre a auto-estrada e ficam a olhar, agora sou uma delas. A segunda cerveja já começa a descer-me aos joelhos. Um rapaz coloca um cartaz entre duas mesas, fixando as duas pontas com fita-cola. Vai à volta, grita o grupo da mesa comum, por quem se tomam, diz a empregada, depois a música recomeça, muito alta. O grupo gostaria de ver o rapaz a levantar a saia da empregada, mas ele não arrisca.
Só no cinema se poderia tomar tudo isto por verdadeiro."
Werner Herzog, Caminhar no Gelo, Tinta da China, 2011, p. 17.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Instant Light


As polaroids de Andrei Tarkovsky, do livro Instant Light. Porque só descobri isto agora, pergunto-me.
domingo, 11 de maio de 2014
um homem tem duas sombras
Ontem foi dia de Carlos Relvas, o homem que tem duas sombras, no CIAJG. E é-o todo o mês de Maio. E é imperdível, esta autêntica alusão a C. D. Friedrich quando toca à paisagem na fotografia.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
os que vão morrer saudam-te ou de novo da ficcção e do real
O Cinema talvez seja apenas a procura da distância mais justa entre dois olhares - a distância do olhar que nos olha, o que corresponde à distância de nos conhecermos como somos conhecidos.
João César Monteiro
Vai e Vem (2003), de João César Monteiro.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
entre cortes ou do apelo
À Flor do Mar (1986), de João César Monteiro. Um apelo de abjuração improvável e acontece amanhã, ali.
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