domingo, 2 de março de 2014

Tu n'as rien vu à Hiroshima (ii)


 
As Ervas Daninhas (2009), de Alain Resnais.
 
Daquele que sempre nos deixou a sós com a grande tela, entregues à nossa própria liberdade e imaginação, presos nessa infinita babilónia que, na verdade, desejávamos não ter acabado. O cinema, sem ele, está agora mais pobre.

O que lhe falta? / Esperança.

 
 
 
E depois estão lá todos. Ele e ela, Cassavetes e Rowlands, claro está, Gazzara, e até o Bogdanovich aparece, só para dizer olá.
 
 
Opening Night (1977), de John Cassavetes. 

"Le monde disparaît de plus en plus des films"

 
"Le Danois [Lars Von Trier] se niche dans une fôrêt ancestrale. Pour lui il n'y a que deux entités, à égalité, flottant, dans l néant: Moi et le monde. Et l'un peut détruire l'autre. Égotisme monstrueux mais qui au moins reconnaît le monde comme altérité. C'est pour cela que sa quête, ironique et désespérée, importe tant malgré ses errements. Le monde disparaît de plus en plus des films. Ne reste que la société, l'homme dans la société avec ses petites histoires. Mais l'homme dans le monde? Face à l'univers, face a la nature, face à sa nature, face à la mort? Il est révélateur que le seul cinéaste qui exalte l'ambition existentielle du cinéma moderne (Bergman-Antonioni-Tarkovsky) cherche à occuper aujourd'hui la place de l'antéchrist ou du poison - celui qui nie le monde. Il ne reste q'un antidote, à réciter envers et contre tout, comme un mantra: «le vent se lève!... Il faut tenter de vivre!»"
 
Cahiers du Cinéma, Janvier 2014, nº 696, Éditorial.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

do amor europeu

 
Diz o Jorge Calado que o amor é uma invenção europeia. Não todo o amor, está claro, mas aquele "amor romântico que engloba distância e sofrimento". Reagi de imediato, sem qualquer prévia reflexão e, com a minha caneta, respondi-lhe na margem: estás louco! Agora, ao reler, fui corrigir-me: Estarás?  

We will grieve not

 


Esplendor na Relva, 1961, de Elia Kazan.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Galizur

 


John Zorn and The Dreamers, Book Of Angels Volume 14. E eu ali, nas nuvens...

domingo, 19 de janeiro de 2014

histórias do princípio do fim do mundo


 
 
Até que diz o Orson Welles, tinha de morrer para nos lembrar de que também estava vivo.
 
 
"La Ricotta", de Pier Paolo Pasolini, em Ro.Go.Pa.G., 1963.

D'as artes entre as letras

 
Dedicado às artes e cultura como, de resto, o nome não engana,  e com sede na cidade do Porto, o jornal As Artes Entre As Letras permitiu-me publicar um texto que há já algum tempo havia deixado neste blog. "Mamma Roma e Pier Paolo Pasolini" pode ser lido nesta edição de 15 de Janeiro, aqui, para os assinantes. Para os interessados que, como eu, ainda não dispensam o papel, pelo menos não em absoluto, podem comprar o jornal no vosso quiosque do costume.
 
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

it's all emotional

 



 

 Breaking The Waves (1996), de Lars Von Trier.

No Cais


HIPÓTESE:
O cinema é uma vigarice (Godard), mas essa vigarice pode ser superada.
Voltarei com membros de ferro, a pele sombria, o olhar furioso: sobre a minha máscara julgar-me-ão de uma raça forte.
Terei ouro: serei ocioso e brutal. As mulheres cuidam desses ferozes enfermos que regressam dos países quentes. Meter-me-ei nos assuntos políticos. Salvo. Agora para maldito, tenho horror à pátria.
O melhor é um sono bêbedo, no cais.
 
Quem Espera Por Sapatos De Defunto Morre No Cais (1970), de João César Monteiro
N’allez pas trop vite.