John Zorn and The Dreamers, Book Of Angels Volume 14. E eu ali, nas nuvens...
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
histórias do princípio do fim do mundo
Até que diz o Orson Welles, tinha de morrer para nos lembrar de que também estava vivo.
"La Ricotta", de Pier Paolo Pasolini, em Ro.Go.Pa.G., 1963.
D'as artes entre as letras
Dedicado às artes e cultura como, de resto, o nome não engana, e com sede na cidade do Porto, o jornal As Artes Entre As Letras permitiu-me publicar um texto que há já algum tempo havia deixado neste blog. "Mamma Roma e Pier Paolo Pasolini" pode ser lido nesta edição de 15 de Janeiro, aqui, para os assinantes. Para os interessados que, como eu, ainda não dispensam o papel, pelo menos não em absoluto, podem comprar o jornal no vosso quiosque do costume.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
No Cais
HIPÓTESE:
O cinema é uma vigarice (Godard), mas essa vigarice pode ser superada.
Voltarei com membros de ferro, a pele sombria, o olhar furioso: sobre a minha máscara julgar-me-ão de uma raça forte.
Terei ouro: serei ocioso e brutal. As mulheres cuidam desses ferozes enfermos que regressam dos países quentes. Meter-me-ei nos assuntos políticos. Salvo. Agora para maldito, tenho horror à pátria.
O melhor é um sono bêbedo, no cais.
Quem Espera Por Sapatos De Defunto Morre No Cais (1970), de João César Monteiro
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
"O Velho do Restelo"
"La vérité de la vérité est ce qui, en réalité, s'est passé."
Entretien avec Manoel de Oliveira, Cahiers du Cinéma, nº 694, Novembre 2013.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Two Lovers
Quando o amor idealizado, que só para quem o idealiza parece, de facto, possível, dá, num esforço pela vida, lugar a um outro, mais frágil e menos absoluto e, por isso mesmo, mais real. Ainda assim, - que desilusão.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
oh Philip
Insensivelmente contraíra o mais delicioso hábito do mundo, o hábito da leitura: ignorava que construira assim um refúgio para as amarguras da vida; ignorava também que criava um mundo irreal que transformaria o mundo real quotidiano numa fonte de cruéis decepções.
Somerset Maugham, Servidão Humana, p. 31.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
le désir de jouer
En général je choisis des acteurs pour qui jouer est une passion fondamentale, un choix. Qui s'interrogent sur leur désir de jouer.
[Et le masque...]
C'est plus général, c'est le masque que porte chacun dans la vie.
Abdellatif Kechiche, Cahiers du Cinéma, Octobre 2013, nº 693.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
ele é o Homem Eterno
"(...)Este anonimato da burguesia torna-se ainda mais espesso quando se passa da cultura burguesa propriamente dita às suas formas alargadas, vulgarizadas, utilizadas, àquilo que se poderia chamar a filosofia pública, que alimenta a moral quotidiana, os cerimoniais civis, os ritos profanos, numa palavra, as normas não escritas da vida de relação na sociedade burguesa. É uma ilusão reduzir a cultura dominante ao seu núcleo inventivo: há também uma cultura burguesa de puro consumo. Toda a França mergulha nesta ideologia anónima: a nossa imprensa, o nosso cinema, o nosso teatro, a nossa literatura de uso geral, os nossos cerimoniais, a nossa justiça, a nossa diplomacia, as nossas conversações, o tempo que faz, o crime que se julga, o casamente em que nos comovemos, a cozinha com que se sonha, o vestuário que se traz, tudo, na nossa vida quotidiana, é tributário da representação que a burguesia tem e nos faz ter das relações do homem com o mundo. Estas formas «normalizadas» atraem pouco as atenções, na proporção mesma da sua extensão; a sua origem pode nelas perder-se à vontade; elas gozam de uma posição intermediária: não sendo nem directamente políticas, nem directamente ideológicas, vivem em paz entre a acção dos militares e o contencioso dos intelectuais; mais ou menos por uns e outros, elas ganham a massa enorme do indiferenciado, do insignificante, em resumo, da natureza. É, todavia, através da sua ética que a França é penetrada pela burguesia: praticadas nacionalmente, as normas burguesas são vividas como as leis evidentes de uma ordem natural: quanto mais a classe burguesa propaga as duas representações, mais elas se naturalizam. O facto burguês absorve-se num universo indistinto, cujo único habitante é o Homem Eterno, nem proletário, nem burguês."
Roland Barthes, Mitologias, «O mito, hoje», de Setembro de 1956.
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