sexta-feira, 4 de julho de 2014

Durante vinte minutos brinquei com ela, dispondo-a segundo a minha fantasia, apalpando, manejando esse corpo sem membros de paralítico total. Nada é tão morto como uma serpente morta. Aquele farrapo depressa perdeu todo o seu prestígio, todo o seu metal. Obstinava-se em mostrar-me aquela cor do ventre, demasiadamente clara, que todos os animais dissimulam até à morte - ou até ao amor.

De Víbora na Mão, de Hervé Bazin.

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