quarta-feira, 26 de março de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

isto é tudo relativo

De repente, parecemos todos muito eloquentes, quando nos pomos a discutir o sentido que para o caso não importa bem de o quê. Afinal, é tudo relativo. No final da discussão que, bem vistas as coisas, nunca o chega bem a ser, a conclusão é bastante simples - bem mais do que o problema (mas então, problema, qual problema?) -, é relativo. E assim vamos todos embora, cada qual muito satisfeito consigo próprio, que se esforçou por dizer umas quantas coisas, sabe-se lá bem se previamente pensadas ou não - e, na verdade, se tudo é relativo, não será esse detalhe que fará a diferença. Afastamo-nos todos da mesa e daqui limpamos as nossas mãos. Um pensa isto, o outro aqueloutro, aquele ainda aquilo. Mas na verdade poderiam cada um deles pensar outras quaisquer coisas ou ainda não pensar de todo, que não importaria nada. A resposta é e será sempre a mesma, dizendo-a em jeito diplomático, não vamos agora aqui chatearmo-nos: bom, isso é tudo relativo, depende do ponto de vista. - Ah, claro, do meu ponto de vista, claro! O cinema vale todo o mesmo, a literatura, a arte, gostos não se discutem e, Rita, acautela-te lá nas tuas pretensões! Tudo vale o mesmo e o mesmo pode perfeitamente ser nada, dentro de tamanho relativismo que, veja-se bem, só não permite que seja relativo o facto de ser tudo - e isto é ponto bem assente! - relativo.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mea Culpa


Brian Eno & David Byrne, album My Life in the Bush of Ghosts, 1981, re-released in expanded form, 2006.

segunda-feira, 10 de março de 2014

toda a gente sabe


que a arte não nos ensina nada. Está claro.

Dentro de Casa (2012), de François Ozon.

sábado, 8 de março de 2014

O Cinema está de regresso à Rua dos Bragas

 
Está lançada a programação do Cineclube FDUP para o 2º semestre de 2013/2014. Para todas as informações, aqui.

sexta-feira, 7 de março de 2014

domingo, 2 de março de 2014

Tu n'as rien vu à Hiroshima (ii)


 
As Ervas Daninhas (2009), de Alain Resnais.
 
Daquele que sempre nos deixou a sós com a grande tela, entregues à nossa própria liberdade e imaginação, presos nessa infinita babilónia que, na verdade, desejávamos não ter acabado. O cinema, sem ele, está agora mais pobre.

O que lhe falta? / Esperança.

 
 
 
E depois estão lá todos. Ele e ela, Cassavetes e Rowlands, claro está, Gazzara, e até o Bogdanovich aparece, só para dizer olá.
 
 
Opening Night (1977), de John Cassavetes. 

"Le monde disparaît de plus en plus des films"

 
"Le Danois [Lars Von Trier] se niche dans une fôrêt ancestrale. Pour lui il n'y a que deux entités, à égalité, flottant, dans l néant: Moi et le monde. Et l'un peut détruire l'autre. Égotisme monstrueux mais qui au moins reconnaît le monde comme altérité. C'est pour cela que sa quête, ironique et désespérée, importe tant malgré ses errements. Le monde disparaît de plus en plus des films. Ne reste que la société, l'homme dans la société avec ses petites histoires. Mais l'homme dans le monde? Face à l'univers, face a la nature, face à sa nature, face à la mort? Il est révélateur que le seul cinéaste qui exalte l'ambition existentielle du cinéma moderne (Bergman-Antonioni-Tarkovsky) cherche à occuper aujourd'hui la place de l'antéchrist ou du poison - celui qui nie le monde. Il ne reste q'un antidote, à réciter envers et contre tout, comme un mantra: «le vent se lève!... Il faut tenter de vivre!»"
 
Cahiers du Cinéma, Janvier 2014, nº 696, Éditorial.