sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Vai, Vai Virgem Pela Segunda Vez






Vai, Vai Virgem Pela Segunda Vez (1969), de Kôji Wakamatsu.


 "A cor em Wakamatsu sinaliza amiúde o trauma e o trauma é frequentemente sinalizado pelo sexo. Ele e ela tornam-se cúmplices mais que amigos, porque, como vamos percebendo, nenhum dos dois acredita na amizade, tal como nenhum dos três – e já estou aqui a incluir o realizador, Kôji Wakamatsu – acredita verdadeiramente no amor. É preciso dar um salto, “sair do filme”, para que uma relação – mais que uma cinzenta cumplicidade – se possa gerar entre os dois. A vingança acontece sem sentimento de vingança, porque isso – o “sentimento” – implicava esperança em qualquer coisa, pelo que Vai, Vai Virgem… também não é uma obra sobre um crime e o seu payback moral. Quer dizer, usando aqui uma terminologia barthesiana, dir-se-ia que o seu studium talvez se reduza a isso, mas o seu punctum reside por inteiro no último plano em que ela e ele estão juntos, estendidos na estrada, apenas separados por um traço contínuo que, numa linguagem de descodificação simbólica, diríamos que representa o tempo, “aquilo ” que o casal – e a sua “força revolucionária” terá sido essa – conseguiu romper além-vida."
 
O texto é daqui.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

de Vico e do Anticartesianismo

"(...) atacou o pressuposto cartesiano de que o critério da verdade é a ideia clara e distinta. Salientou que, efectivamente, este não passava de um critério subjectivo ou psicológico. O facto de eu considerar as minhas ideias claras e distintas só prova que eu acredito nelas, mas não prova que são verdadeiras."

Collingwood R. G., A Ideia de História, Editorial Presença, 9ª edição, 2001, p.83.

Tilda Swinton

 

Caravaggio (1986), de Derek Jarman.