domingo, 28 de julho de 2013

The Survivor

"For he was intending to beg, and he was ashamed. He was not ashamed of having had a bullet in the leg, nor of having bought a public house that didn't pay, but because he was reduced to asking complete strangers for money. In his opinion no one owed him anything. 
Begging came hard to him. It is the profession for those who have learned nothing; only it seemed that even this business had to be learned. He spoke to several people one after another, but with a courageous expression on his face, and taking care not to stand in people's way so that they should not feel that they were being pestered. Also, he chose rather long sentences that were only completed when this person was a long way past; neither did he hold out his hand. And so, by the fifth time that he had humiliated himself, scarcely anyone had noticed that he was begging." 


Bertolt Brecht, Threepenny Novel, Penguin Modern Classics, p.8. 

domingo, 21 de julho de 2013

esperar

Uma pessoa continua porque espera chegar a algum lugar melhor do que este. Mas o pior é que é esta espera que mata. E assim se continua esperando, enquanto se mantém a esperança que, na verdade, sabe-se lá bem se nos faz aqui continuar ou avançar. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

The Electric side of Freddie Hubbard



Ku-Umba and Frank Lacy, The Electric side of Freddie Hubbard 1/2.
Live at JAZZ A VIENNE festival 2009. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Silver Fishes

Hoje, enquanto me passeava pelo Tate Modern Museum, estremeci, entre muitas outras obras colossais, com as de Max Ernst. 


Celebes (1921), Max Ernst.



The Entire City (1934), Max Ernst.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Tu n'as rien vu à Hiroshima...






Hiroshima, mon amour (1959), de Alain Resnais

Life



"Life", álbum The Last Time I Did Acid I Went Insane and other favorites (2001), Jeffrey Lewis.

do desejo de admiração de Séneca, ou da necessidade de reconhecimento, de Nietzsche

"A primeira coisa que a filosofia nos garante é o senso comum, a humanidade, o espírito de comunidade, coisas de cuja prática nos afastará uma vida demasiado diferente. Deve-mos precaver-nos, não  vão os nossos actos, que desejamos merecedores de admiração, tornar-se antes ridículos e odiosos.
[...] A filosofia exige frugalidade, não suplícios, e a frugalidade não necessita de ser desordenada."

Lúcio Aneu Séneca, Cartas a Lucílio, Fundação Calouste Gulbenkian, 2004, 2ª edição, Livro I (Cartas 1-12), p.11.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Para lá das colinas



Para lá das colinas (2012), de Cristian Mungiu.

 
"Com a chegada de Alina (Cristiana Flutur), vinda da Alemanha ao mosteiro romeno “para lá das colinas” para buscar a sua amiga, Voichita (Cosmina Stratan), Mungiu enceta uma certa ambição bressoniana que coloca em oposição o amor (expresso pelo corpo) e o sagrado (expresso pela alma). Não deixa de ser curioso que Bresson não tenha trabalhado esta dupla dimensão como conflito, antes como  passagem, talvez sinal de decadentismo: da crença espiritual [Les anges du péché (Os Anjos do Pecado, 1943)], passando pela doença misteriosa da fé com expressão no corpo [Journal d’un curé de campagne (Diário dum Pároco de Aldeia, 1951)], até ao poder da mão em Pickpocket (O Carteirista, 1959); até que prescinde quase desta em detrimento do que ela faz circular: o dinheiro, era o capital (L’argent (O Dinheiro, 1983)]. Seja como for, em Dupa dealuri, essa oposição está viva e é ela que opera a resistência de Voichita a partir com a amiga, querendo manter-se na comunidade sob a protecção espiritual do padre (a quem todas tratam por pai) e, do outro lado, a prova de amor de Alina, que “quer colocar Deus à força dentro dela” para poder ficar com a amiga."
 
O texto é daqui.