sexta-feira, 21 de junho de 2013

"Não recuperável!"

Hoje reli o livro que marcou os meus quinze anos: As Mãos Sujas, de Jean-Paul Sartre. Deixando de lado qualquer interpretação existencialista da obra (o que, veja-se bem, é já deixar de lado muita coisa), e deixando de lado qualquer interpretação existencialista destas curtas linhas (não queremos, por agora, enveredar por tais espinhosos caminhos), resta-nos a feição mais política da obra. Em tempos de eleições, vendo alguns que para mim desde logo se afiguraram como ilustres vultos cair em vergonhosas tentações ou apercebendo-me ainda da agigantada abrangência das conhecidas 'Jotas', quais modeladores de pensamentos e ideias e caminhos fáceis para fazer política barata, repito para mim a frase que vi sair dos lábios de "Hugo, gritando: Não recuperável!". Correndo sérios riscos de errar nesta perigosa adaptação da obra aos tempos que correm, concluo apenas que depois de todos estes anos decorridos da minha primeira leitura de As Mãos Sujas, nada ou pouco mudou. Talvez tenha já nascido assim, insensata (?).

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