sexta-feira, 19 de abril de 2013

O problema das gerações, sempre o problema das gerações

 


Aqui, na Regra do Jogo, de Jean Renoir e em 1939, depois de toda a trama, o general que por lá se passeava, observando uma ou outra coisa, acaba por afirmar que o problema, a causa de toda aquela confusão - da qual não chega a perceber grande coisa, mas isso afinal pouco importa -, a causa/problema estaria no exacto facto de àquela geração ter sempre sido permitido atravessar na passadeira, com todas as ilações e consequências que daí (da expressão "atravessar na passadeira") facilmente se retiram.


Hoje, no Le Monde diplomatique, edição portuguesa, II série, nº 77, Março de 2013, num artigo intitulado de A França deve sair da Aliança Atlântica, Régis Debray a dada altura escreve "A geração actual tem a memória curta e nunca apanhou pancada. Cresceu dentro de uma bolha protectora e atravessa sempre na passadeira. E vê-se perante a obrigação de ser simpática. Os desmancha-prazeres nunca são simpáticos."


Mas, afinal, de que geração/gerações andamos todos por aí a falar? Aqui e ali e, de resto, em todo o lado e a qualquer momento, lá vem a expressão: esta geração...

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