quarta-feira, 24 de abril de 2013

da contradição

Há coisas que não passam simplesmente assim, impunes. E há ainda coisas que, assim, não passam. Esta li-a em finais de Janeiro, talvez fosse já Fevereiro, por aí! A verdade é que há coisas que não passam impunes: assim ou assim ou assim pouco importa. Não passam e, pelo contrário, impõem-se. Esta (aquela ali demarcada) impôs-se-me e ainda bate.


"(...) não posso prestar-me à crença tradicional que postula por natureza um divórcio entre a objectividade do sábio e a subjectividade do escritor, como se um dotado de uma «liberdade» e o outro de uma «vocação», ambas próprias a escamotear ou a sublimar os limites reais da sua situação: reclamo o direito de viver plenamente a contradição do meu próprio tempo, que pode fazer dum sarcasmo a condição da verdade."


Roland Barthes, Mitologias, Edições 70, 2007, p.54

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