terça-feira, 23 de abril de 2013

A única desculpa de Deus é que não existe


Nietzsche, num capítulo intitulado de Por Que Sou Tão Inteligente, depois de deliberadamente tentar destruir o intelecto alemão afirmando, por exemplo, que Taine foi prejudicado pela leitura de Hegel, "a quem tem de agradecer a sua falta de compreensão dos grandes homens e das grandes épocas" ou ainda que "Onde chega a Alemanha, a cultura fica corrompida", e de sublinhar a sua clara preferência pelo francês, chega a Stendhal. "Stendhal, um dos mais belos acidentes da minha vida - pois tudo o que na minha existência fez época me foi trazido pelo acaso e não por recomendação(...). Talvez até eu tenha inveja de Stendhal. Roubou-me a melhor tirada ateia jocosa que eu poderia ter pronunciado: « A única desculpa de Deus é que não existe»... Eu próprio disse algures: «Qual foi, até agora, a maior objecção à existência? Deus...».
 
 
Friedrich Nietzsche, Ecce Homo, Como se chega a ser o que se é, Publicações Europa-América, 1987, p. 68.
 
 
A bomba foi lançada, agora matem-se uns aos outros. Julgo que será mais ou menos isso.

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